sábado, 17 de novembro de 2007

Vida: O Tudo que Nada é.


Hoje eu senti o quanto a vida é preciosa.
Ao mesmo tempo em que a vida é uma dádiva, ela é nada.
Diante de tanta violência, tanto ódio, mágoas a vida se torna nada.
Quando você se depara com uma arma de fogo na sua frente é que se dá conta de que a sua vida não te pertence, que você não tem poder algum.


O mais irônico é que há cerca de um ano atrás, eu não tinha vontade de viver, não sei se eu pensava em morrer, mas sei que a sensação de estar viva sem ter uma vida, era muito ruim, e ainda é. Ás vezes eu ainda me sinto meio sem vida, mas hoje, me senti viva, meu coração bateu forte de novo, não de taquicardia por ansiedade, mas por emoção, pelo medo de perder minha vida, mesmo ela não estando do jeito que eu queria.


Apesar de tudo, o dia foi bom, é bom rever pessoas queridas, agradáveis, que nos fazem rir, relembrar momentos bons ou engraçados, e ver que, mesmo depois de algum tempo distante, o carinho continua o mesmo, o desejo de ver tais pessoas sempre mais felizes.


Talvez, mesmo ainda antipática, eu esteja numa fase bem paz e amor, estou aprendendo a valorizar pessoas legais, momentos simples e a dar valor à vida. Não quero perder meu tempo discutindo, guardando mágoas, me ferindo ou ferindo alguém, tô escolhendo virar as costas, respirar fundo e fazer algo útil pra me distrair.

O que eu mais queria era que as pessoas que eu mais amo no mundo, pensassem como estou pensando agora. Não sei como vai ser o amanhã, o mês ou ano que vem. Só quero viver a vida, aproveitar esses momentos, guardar só as coisas boas na lembrança, pra no futuro, quando olhar pra trás, ver que fiz a minha vida valer a pena.





:D

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Me importo sim! Com o que é bom.


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Esse espaço será o meu divã.


Acredito eu que a terapia nada mais é do que a busca pelo auto-conhecimento. Você paga alguém para te ouvir, alguém que mais ouve do que fala, opina.

Ser ouvido é bom, mas isso não é fácil nos dias de hoje, as pessoas não tem tempo ou disponibilidade para ouvir as outras.


Na verdade, as pessoas fogem disso, não querem assumir essa parte da responsabilidade da amizade, e logo a pessoa que "precisa" conversar, torna-se o "chato" que só fala de coisas ruins e desagradáveis. É aí que entra o psicólogo, terapeuta, seja lá que nome carregue. A pessoa que é paga pra ouvir, ouvir e ouvir.

É aqui que se aplica a utilidade desse espaço para mim, se eu acredito que falando posso me conhecer melhor, por que não falar comigo mesma? Vou conversando comigo, vendo em que ponto sou chata, ciumenta, paranóica, e assim, posso trabalhar isso em mim.


Não me importo nem faço questão que alguém leia isso, até considero perda de tempo alguém parar pra ler o que ME aflige. Eu só quero poder meditar nas coisas que penso, ver o que mudou em mim ao longo do tempo, pesar qual o momento pior da vida, se já passou ou se é agora, mas isso é assunto pra outro post. O próximo post.





Boas vibrações!